“Quem joga na SERBI joga por amor”, afirma presidente em entrevista exclusiva

Presidente Ricardo José fala sobre perdas importantes no elenco, bastidores do mercado amador, dificuldades financeiras e a reformulação da SERBI para a Primeirona 2026.

Redação / Leandro Souza /PORTAL JOINVILLE NA REDE
“Quem joga na SERBI joga por amor”, afirma presidente em entrevista exclusiva Ricardo abre o jogo sobre o futuro da Serbi na primeirona 2026






Entrevista Exclusiva - Ricardo José (SERBI)







Conhecido pelo forte envolvimento com a comunidade e pelo amor declarado à SERBI, o presidente Ricardo José segue sendo uma das principais lideranças da associação.


Nos bastidores, Ricardo participa diretamente não apenas do futebol, mas também das ações sociais, eventos e melhorias estruturais da entidade.




ENTREVISTA EXCLUSIVA | RICARDO JOSÉ, PRESIDENTE DA SERBI


“Hoje no futebol amador, infelizmente o dinheiro fala mais alto”




A SERBI vive um momento de reformulação visando a Primeirona 2026. Após mudanças importantes no elenco, alterações na comissão técnica e movimentações nos bastidores, o presidente Ricardo José falou com exclusividade ao JOINVILLE NA REDE sobre o atual cenário do clube.






Pergunta

1. Como a diretoria da SERBI avalia a participação da equipe na Copa Interligas?




Sempre quando a gente participa da Interligas, a gente encara a Interligas como um preparatório, um pré-campeonato para a Primeirona. A gente fez isso três anos consecutivos. No primeiro ano deu tudo certo, a gente foi até campeão da Copa Interligas, com um time bem guerreiro. E aí o time se manteve e foi nos dois anos que a SERBI participou da Primeirona, ficando em boas colocações. Então isso acho que é mérito do que a gente vinha fazendo nos anos anteriores e deu certo. A Interligas é um campeonato super competitivo. É mais curto, mas com grandes elencos.





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Pergunta

2. Após a competição, a equipe passou por mudanças importantes no elenco. Como o clube encara esse processo de reformulação?




É normal o jogador entrar e sair do time. Isso faz parte do processo. Até porque hoje no amador é muito a questão do jogador dar a palavra. Não existe contrato. Então a pessoa que é palavreada vai cumprir conforme fechou o negócio. Porém, existem os caras sem palavra, que falam que vão ficar no campeonato, jogar pela SERBI, mas no fim acabam até se vendendo para outros clubes. Isso faz parte do processo. Claro que nós diretores ficamos chateados porque a pessoa não cumpriu o combinado, mas faz parte.






Pergunta

3. A saída de jogadores experientes preocupa a diretoria pensando na Primeirona 2026?




Quando a gente perde jogadores, qualquer time se preocupa. Porém, a gente tem um time pré-elaborado com o pessoal que joga há muito tempo na SERBI. Aquelas pessoas que jogam por um valor mais baixo e até jogadores que jogam pela amizade, pelo amor à camisa. Hoje ainda a SERBI tem muito jogador assim, diferente de outros clubes. Mas claro que faz falta a saída de grandes jogadores e grandes nomes do futebol amador.






Pergunta

4. Nomes como Pogba, Bizu, Dieguinho, Pulga, Kaio e outros deixaram a equipe. Essas saídas já eram esperadas?




Foi o que eu comentei antes. Às vezes por questão de não cumprir a palavra, porque estava tudo apalavriado com os jogadores. E infelizmente o dinheiro fala mais alto. Então a gente perdeu alguns jogadores e foi isso que aconteceu.






Pergunta

5. O clube pretende buscar reposições no mercado ou apostar mais em atletas da casa?




Sim. Nos próximos amistosos a gente já vai trazer alguns jogadores que até então não estavam no mercado joinvilense. Vão vir alguns jogadores de fora fazer testes. E aí a gente vai começar a avaliar nos amistosos para ver se vai dar tudo certo. Mas a SERBI também tem muitos jogadores da casa, amigos, jogadores que atuam pelo amor à camisa. Acho que esse é um dos pontos positivos do nosso clube.






Pergunta

6. Como está o planejamento da SERBI para a disputa da Primeirona 2026?




Hoje tudo envolve dinheiro. Quando a gente fala em participar de campeonato, tem uniforme, arbitragem, pós-jogo, jogador que cobra, deslocamento... Então nosso planejamento é pé no chão, sempre. Trabalhar com o que a gente vive hoje. A SERBI é uma associação sem fins lucrativos. Todo dinheiro gasto com Primeirona vem de patrocinadores e amigos do bairro.






Pergunta

7. A torcida pode esperar uma equipe competitiva novamente brigando pelas primeiras posições?




Sim. A SERBI sempre vai ser assim. A torcida sempre pode esperar isso. O cara que está jogando pela SERBI pode ter certeza que joga pelo amor à camisa.






Pergunta

8. Sobre o comando técnico: quais fatores motivaram as mudanças realizadas pelo clube?




O Rodrigo vem como auxiliar técnico, é um cara de nome no mercado. Mas a gente já tinha um plano para 2026, que era deixar o Leandro como treinador principal. Hoje a gente vai trazer como auxiliar o Zulu, que era nosso preparador físico. Continua sendo preparador, mas vai ajudar na comissão técnica. O Zulu tem uma vasta experiência no futebol amador. Então hoje a comissão técnica fica com o Leandro no comando e o Zulu como auxiliar.






Pergunta

9. O novo projeto da comissão técnica terá um perfil diferente em relação às últimas temporadas?




Isso vai muito de cada técnico. O Leandro tem um estilo, o Juninho tinha outro. Se eu fosse técnico, teria outro estilo também. Então muda bastante de um treinador para outro.






Pergunta

10. A SERBI pretende mudar também a filosofia de jogo ou a identidade da equipe permanece a mesma?




A filosofia permanece. Hoje o futebol amador é muito o retrato do histórico dos técnicos. Por mais que o Leandro tenha uma visão um pouco diferente do antigo treinador, a gente sempre tenta trabalhar na mesma sintonia.






Pergunta

11. Já existem negociações avançadas com reforços para a próxima temporada?




Sim. Como eu falei antes, vão vir alguns jogadores de fora que não estavam no mercado joinvilense. Vamos fazer testes, amistosos e avaliar antes de anunciar qualquer coisa.






Pergunta

12. O mercado do futebol amador está mais difícil hoje em relação a manter atletas no elenco?




Sim. Hoje o mercado amador, se a pessoa tem palavra, ela cumpre. Mas infelizmente o dinheiro fala mais alto. A gente perdeu atletas por questão financeira. A SERBI é uma associação sem fins lucrativos, feita para a comunidade. Porém, os jogadores que cobram recebem através do apoio de patrocinadores e amigos do bairro. A associação e o futebol da Primeirona são coisas separadas.






Pergunta

13. Financeiramente, como a SERBI trabalha para continuar competitiva diante do crescimento dos investimentos no futebol amador?




É complicado. Tem custo de bola, uniforme, arbitragem, pós-jogo, deslocamento, jogador... Tudo tem um preço. Se não tiver patrocinador ajudando, fica muito difícil manter elenco forte no futebol amador atual.






Pergunta

14. Qual a expectativa da diretoria para a montagem final do elenco de 2026?




Nossa expectativa é muito boa. Muita gente desmerece a SERBI, como sempre, mas nossa expectativa é muito positiva. Quem joga na SERBI joga por amor. Claro que hoje o mercado é complicado e muitos jogadores acabam saindo por questão financeira, mas quem veste nossa camisa sabe o peso que ela tem.






Pergunta

15. Qual mensagem você deixa para o torcedor da SERBI neste momento de mudanças?




A principal mensagem é: compareça e tenha fé. Apoie o time da SERBI. Todo mundo que joga contra a SERBI sabe da força da nossa torcida. A gente tem uma das maiores torcidas da Zona Sul. Em qualquer lugar a torcida acompanha. Seja em outro bairro ou outra cidade. A torcida é o nosso combustível. É ela que faz a gente continuar lutando, buscando reforços e trabalhando pelo clube todos os dias.












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